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Portal Movimento das Artes |
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A fazenda foi uma das maiores produtoras de café do Estado de São Paulo. Hoje é um dos hotéis mais completo do Brasil, com 37 anos de atividades e especialmente voltado ao resgate da memória cultural. O hotel tem um mérito irrefutável: as relíquias que não só agradam em ver, mas por seu importante conteúdo histórico que a mesma representa.
“Este chão é abençoado, serão felizes todos os que aqui pisarem, porque o meu sinhô era bom”. Escrava Clemilda, que morreu aos 120 anos, em 1956.
Seguimos a longos passeios pelas belíssimas áreas verdes que chegam a ter mais de 240.000 m². Um momento único entrar em contato com o rico passado nos Casarões, nas ruínas dos escravos, no Museu da Antiguidade, obras de uma época que se fez grandes fortunas. Tudo é protegido o que sobra de uma obra em recomposição. O Solar das Andorinhas, nome dado a este hotel, não há um clima de pesadas lembranças, o ambiente é leve, cercado de planícies, clima ameno. Há profissionais que trabalham no local expondo toda a trajetória que enobreceu a cultura passada. A nostalgia se mistura ao espaço de paz e quietude. São construções com grande riqueza arquitetônica, algumas de influência italiana quando no término da escravidão, houve a chegada dos imigrantes. A arte se espalha em toda as obras com detalhes rústicos, predominando as influencias culturais e que resistem ao tempo. Uma verdadeira fresta na qual podemos contemplar as imagens vivificadas de um passado tão enriquecedor. Dizem o velho ditado popular; “um povo sem passado, é um povo sem futuro”, e acrescento mais é um povo sem história para contar, sem lembranças para recordar. A preservação torna imortal aos fatos que aconteceram. Observamos que em toda a área externa a velha estrutura predomina, os apartamentos são mantidas intactas as estruturas edificadas, mas recebe cuidados com revestimentos no interior dos banheiros, pintura e melhorais de conforto para proporcionar um bem estar a quem dele desfruta. É maravilhoso passear pelos bosques, ir ao rio Atibaia que corre entre pedras divagar a alma nos lagos que cercam a fazenda. Todas as áreas de descanso e lazer compõem um cenário de muita beleza e tranqüilidade.
Lá está um gostoso café ou chazinho preparado na cozinha dos escravos, um ambiente especial que nos leva a uma época tão antiga mas ao mesmo tempo tão presente. O cenário é composto por um fogão de enormes bocas e as vasilhas de ferro que eram utilizadas para elaboração da comida dos escravos. Hoje, temos a oportunidade de usufruir deste canto para um bate-papo, ouvir histórias e informações de um tempo marcante que integra parte da cultura brasileira.
Parte de suas terras foi adquirida em 1971, pelo engenheiro Roberto Ceccarelli. Estava em ruínas, Ceccarelli e sua esposa empenharam-se em restaurar as edificações, conservando seu estilo original e, pioneiramente, idealizaram ali o Hotel Fazenda. A filosofia empregada é mantida: preservar a história, guardando a memória de quem a concebeu, isto é toda a nobreza da época com seus requintes e suas diversidades.
Os Locais Históricos:
Memória Cultural
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Fonte: Equipe Portal Movimento das Artes |
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| Matéria Publicada no Portal Movimento das Artes - 08/07/07 |