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HOTEL FAZENDA SOLAR DAS ANDORINHAS


Patrimônio Histórico
As edificações do Solar das Andorinhas estão preservadas e desde 2004 são tombadas como Patrimônio Histórico pelo CONDEPACC (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas).

A fazenda foi uma das maiores produtoras de café do Estado de São Paulo. Hoje é um dos hotéis mais completo do Brasil, com 37 anos de atividades e especialmente voltado ao resgate da memória cultural.

O hotel tem um mérito irrefutável: as relíquias que não só agradam em ver, mas por seu importante conteúdo histórico que a mesma representa.

Na entrada da sede uma placa inserida desperta a atenção e inicia uma volta ao remoto passado da escravidão brasileira:

“Este chão é abençoado, serão felizes todos os que aqui pisarem, porque o meu sinhô era bom”. Escrava Clemilda, que morreu aos 120 anos, em 1956.

Com um casarão colonial no mais puro estilo da época, repleto de histórias se chega aos jardins muito bem cuidados, as cores  branco e o azul que imperam na fachada, com  cheiro da terra e com a elegância das palmeiras centenárias.

Criada com nome da Fazenda Duas Pontes são mais de 240 anos de história, é incontestável a forte presença dos escravos que  perpetuam sua marca em cada espaço da Fazenda.

Seguimos a longos passeios pelas belíssimas áreas verdes que chegam a ter mais de 240.000 m². Um momento único entrar em contato com o rico passado nos Casarões, nas ruínas dos escravos, no Museu da Antiguidade, obras de uma época que se fez grandes fortunas. Tudo é protegido o que sobra de uma obra em recomposição.

O Solar das Andorinhas, nome dado a este hotel, não há um clima de pesadas lembranças, o ambiente é leve, cercado de planícies, clima ameno. Há profissionais que trabalham no local expondo toda a trajetória que enobreceu a cultura passada.

A nostalgia se mistura ao espaço de paz e quietude. São construções com grande riqueza arquitetônica, algumas de influência italiana quando no término da escravidão, houve a chegada dos imigrantes.

A arte se espalha em toda as obras com detalhes rústicos, predominando as influencias culturais e que resistem ao tempo. Uma verdadeira fresta na qual podemos contemplar as imagens vivificadas de um passado tão enriquecedor.

Dizem o velho ditado popular; “um povo sem passado, é um povo sem futuro”, e acrescento mais é um povo sem história para contar, sem lembranças para recordar. A preservação torna imortal aos fatos que aconteceram.

Observamos que em toda a área externa a velha estrutura predomina, os apartamentos são mantidas intactas as estruturas edificadas, mas recebe cuidados com revestimentos no interior dos banheiros, pintura e melhorais de conforto para proporcionar um bem estar a quem dele desfruta.

É maravilhoso passear pelos bosques, ir ao rio Atibaia que corre entre pedras divagar a alma nos lagos que cercam a fazenda. Todas as áreas de descanso e lazer  compõem  um cenário de muita  beleza e tranqüilidade.

Cozinha escravos
As paredes conservam a fuligem dos velhos tempos não podem ser pintadas, devido ao tombamento como Patrimônio Histórico e Cultural.

Lá está um gostoso café ou chazinho preparado na cozinha dos escravos, um ambiente especial que nos leva a  uma época  tão antiga mas ao mesmo tempo tão presente. O cenário é composto por um fogão de enormes bocas e as vasilhas de ferro que eram utilizadas para elaboração da comida dos escravos.

Hoje, temos a oportunidade de usufruir deste canto para um bate-papo, ouvir histórias e informações de um tempo marcante que integra  parte da cultura brasileira.

Sua longa trajetória
A Fazenda Duas Pontes destacou-se na agricultura cafeeira da região. Depois da abolição os italianos assumiram o trabalho e embarcavam o café nas estações da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, cujos trilhos correm paralelos à fazenda.

Parte de suas terras foi adquirida em 1971, pelo engenheiro Roberto Ceccarelli. Estava em ruínas, Ceccarelli e sua esposa empenharam-se em restaurar as edificações, conservando seu estilo original e, pioneiramente, idealizaram ali o Hotel Fazenda.

A filosofia empregada é mantida: preservar a história, guardando a memória de quem a concebeu, isto é toda a nobreza da época com seus requintes e suas diversidades.

Os Locais Históricos:
Os principais locais históricos construídos e mantidos ao longo do tempo:
 

Ruínas da Senzala

Casa Grande

Casas dos Colonos

     
Capela Casa das Máquinas Roda D´Água
     
 
Jardim à Frente da Casa Grande com Palmeiras Imperiais e portão de ferro batido   Ruínas da Serraria

Embora se perceba constante investimento em melhorias a “preservação” do Hotel é item primordial. Manter com qualidade o presente sem ferir o passado.

Memória Cultural
O Portal Movimento das Artes esteve presente documentando todas estas reservas culturais e cumprimenta a toda a direção do hotel e  toda equipe de profissionais que   tem se dedicado no resgate da memória histórico-cultural deste espaço e mantém viva as características  principais  seja  das edificações, a exposição constante da cultura feita por historiadores,  expondo aos visitante a importância de todo o resgate deste, ver no passado com visão para o futuro.

Parabenizo também a todo o dinamismo do hotel que disponibiliza suas áreas de lazer e entretenimento dento dos mais modernos padrões o que possibilita ofertar uma qualidade e variedade de atividades educativas,esportivas e sociais  para tornar-se um local agradável e inesquecível e que sem dúvida vale muito a pena conhecer.
 


Fonte:  Equipe Portal Movimento das Artes

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Matéria Publicada no Portal Movimento das Artes - 08/07/07