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O título, em
italiano, significa também afabilidade, simpatia, alegria,
jovialidade,
palavra muito
usada por Santa Ângela, em seus escritos. Resolveu-se batizar
um livro
especial com uma palavra semanticamente rica.
Na primeira página,
a gênese do livro: é um presente do Shopping Santa Úrsula, dedicado a
todos que passaram parte de sua vida estudantes, professores,
funcionários, irmãs pelo Instituto Santa Úrsula, sito na Rua São
José, 933, em Ribeirão Preto, S.P., o antigo “Santão”, apelido
carinhoso do Colégio onde hoje é o
Shopping Santa Úrsula.
Projeto ambicioso,
com capa dura e papel couchê, o livro é todo ilustrado com fotos
artísticas, enriquecidas com poemas e artigos sobre o famoso Colégio.
Quem conseguiu a concretização da obra rara e de grande valor
histórico para Ribeirão Preto, foi Antônio Carlos Tórtoro, jornalista
e poeta. Também são seus o prólogo e os textos poéticos. Patrocínio do
Shopping Santa Úrsula, com a colaboração de Marcos Botelho, revisão de
Vera Lúcia Hanna, capa de Nadine Médici, impressão do Complexo Gráfico
Villimpress.
O tratamento das
fotos é de Elza Rossato, do Grupo Amigos da Fotografia. Há ainda
vários artigos interessantes, como o do próprio Tórtoro, da prefeita
Dárcy Vera, da Secretária da Cultura, Adriana Silva e textos
expressivos de escritores, políticos, intelectuais e figuras de
realce, que tiveram suas vidas marcadas pela passagem no Colégio Santa
Úrsula, como o Padre Gilberto Kasper, que deixa no livro uma
verdadeira profissão de fé.
Em 2005 eu publiquei
uma Carta Aberta a Antônio Carlos Tórtoro, chamando-o de Quixote, na
qual eu o alertava diante desse mundo de granito, onde não se perdoam
os idealistas. Continuo dizendo-lhe para ter cuidado, porque às vezes,
ervas rasteiras, com complexo de robles, grandes árvores, destorcem,
envenenam. Falava-lhe de sua teimosia, pertinácia, como um Sísifo
moderno. Ergue a pedra mil vezes, mesmo que ela role eternamente, ao
sopé. Renitentemente, ele continua sendo aquele que não sabe ser
impossível, vai lá e faz. Fico feliz e entusiasmada ao ver que o
nosso guerreiro não perdeu sua essência. Continua sua luta árdua.
Nos belos poemas e
em vários artigos do Piacevolezza, realçam-se a entrada imponente do
antigo Colégio, as “colunas guardiãs”, as galerias, o belo
caramanchão, os manacás e as gérberas, as famosas mangueiras frondosas
e acolhedoras. O ambiente de segurança, de paz e de cultura era uma
bênção. Na página 44, enterneci-me vendo a bela foto do rosto de Madre
Encarnação, figura de mulher forte, culta, de mentalidade aberta.
Como digo em meu
texto, na obra Piacevolezza, o Colégio Santa Úrsula marcou muito minha
adolescência, principalmente pela figura ímpar da professora Eugênia
Vilhena de Morais, com sua cosmovisão rica, “misto de mestra e anjo,
com seu sorriso de jasmim e antenas sensíveis”.
Não vi,
inicialmente, com bons olhos, o Shopping, que me dava a sensação de
heresia e crime cultural. Retratei-me após e hoje consigo detectar
ali, uma obra benéfica para a cidade, propiciando entretenimento,
empregos, vida melhor e até arte. Nas dez últimas páginas há um
apêndice sobre o Shopping Santa Úrsula, textos informativos ricamente
ilustrados. Na contracapa, um CD, com algumas entrevistas de
convidados, também “prata da casa”, do saudoso Santão.
A obra Piacevolezza
cumpre eficazmente seu papel importante, a concretização de um
documento literário, educacional e cultural da História de Ribeirão
Preto.
Ely Vieitez Lisboa é escritora.
E-mail:elyvieitez@uol.com.br |