Especial:
25ª FEIRA INTERNACIOAL DO LIVRO

 

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25ª FIL - PATRONO E AUTORES HOMENAGEDOS
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Referência internacional nos estudos sobre comunicação, tecnologia e sociedade, Manuel Castells ajudou a interpretar algumas das principais transformações do mundo contemporâneo. Em sua obra, o sociólogo espanhol analisa como a internet, as redes digitais e os novos fluxos de informação modificaram as relações sociais, a produção de conhecimento, a educação e a participação das pessoas na vida pública. Na trilogia A Era da Informação, uma de suas obras mais conhecidas, Castells examina o impacto das tecnologias de comunicação na organização da sociedade e na forma como indivíduos, instituições e comunidades se conectam. Seu pensamento tornou-se fundamental para compreender um tempo em que aprender, ler, ensinar e conviver também passam pelas redes.

Sua homenagem amplia o diálogo com a educação e o pensamento contemporâneo. Em uma edição dedicada às gerações literárias, Castells ajuda a refletir sobre os desafios e as possibilidades de uma sociedade conectada, em que diferentes públicos acessam, produzem e compartilham conhecimento por caminhos cada vez mais diversos.

     

      

Primeira mulher negra a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, Ana Maria Gonçalves construiu uma obra que se tornou referência na literatura brasileira con­temporânea. Em seus livros, a história do país é revisitada a partir de perspectivas frequentemente silenciadas, espe­cialmente as experiências da população negra. Seu romance mais conhecido, Um Defeito de Cor, é considerado um dos marcos da literatura brasileira do século XXI. Publicada em 2006, a obra ultrapassou fronteiras, conquistou leitores de diferentes gerações e contribuiu para ampliar o debate sobre identidade, ancestralidade e pertencimento. Ao homenagear Ana Maria Gonçalves, a FIL reconhece uma autora que transformou a literatura em território de memória e resistência. Seus livros lembram que narrar também é disputar sentidos, reconstruir ausências e devolver voz a histórias fundamentais para com­preender o Brasil.

     


         

Há mais de duas décadas, Thalita Rebouças tornou-se uma referência na formação de leitores jovens. Com linguagem próxima, humor e temas ligados ao universo adolescente, a escritora carioca ajudou a aproximar milhares de crianças e jovens dos livros, criando histórias em que muitos leito­res puderam reconhecer dúvidas, descobertas, afetos e conflitos próprios dessa fase da vida.

Autora de 27 obras e uma das escritoras brasileiras mais lidas pelo público infantojuvenil, Thalita traçou uma trajetória marcada pelo diálogo constante com seus leitores. Seus livros foram adaptados para o cinema, o teatro e a televisão, ampliando o alcance de personagens e narrativas que passaram a fazer parte da memória afetiva de diferentes gerações.

      


      

Jornalista, escritora e pesquisadora, Daniela Penha fez da escuta uma ferramenta de construção de narrativas. Em seu trabalho, literatura, memória e jornalismo se encontram para registrar histórias que, muitas vezes, passam despercebidas na pressa do cotidiano.

Criadora do projeto História do Dia, que reúne centenas de perfis biográficos de pessoas comuns, Daniela dedica-se a dar visibilidade a experiências humanas diversas. Ao transformar relatos cotidianos em texto, revela que cada vida carrega marcas de um tempo, de uma cidade e de diferentes formas de viver.

Sua atuação também se estende à educação, à pesquisa acadêmica e à formação de novos escritores. Como autora homenageada local, representa a força da produção literária e cultural de Ribeirão Preto e reafirma a importância de olhar para as histórias que nascem perto, mas dialogam com experiências universais.

    

     

Luiz Galina consolidou um percurso marcado pelo compro­misso com a educação, a cultura e o desenvolvimento social. Diretor regional do Sesc São Paulo desde 2023, possui uma história de mais de cinco décadas ligada à instituição, período em que assumiu diferentes funções e participou de projetos voltados à ampliação do acesso à cultura, à formação cidadã, ao lazer e ao conhecimento.

Sua presença como patrono simboliza valores que acompanham a própria história da FIL: o conhecimento como instrumento de transformação, o diálogo como prática permanente e a cultura como direito de todos.

Em uma edição comemorativa, que celebra 25 anos de encontros entre livros, leitores, autores, educadores e diferen­tes gerações, Luiz Galina representa a dimensão formativa da cultura. Sua homenagem comprova a importância de iniciativas e instituições que trabalham para que a leitura, o pensamento e a produção cultural sigam ocupando espaços públicos, coletivos e democráticos.


         

07/08/2026 - Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto
Foto:  Divulgação