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Antes
de ir a uma emergência hospitalar, é indicado observar a gravidade
da doença. Coriza, tosse e febre baixa são sintomas que podem ser
tratados em casa
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Silvia Fonseca, infectologista do Grupo São Francisco |
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Com
a chegada do Covid-19 no Brasil, vários estados já estão
monitorando os pacientes com casos suspeitos e, por outro lado, a
população também já está em alerta. Ainda não há remédios ou
vacinas para o tratamento da doença e o mais indicado é adotar
procedimentos de segurança e prevenção.
O
coronavírus pertence à família de vírus chamada de Coronaviridae
e tem causado doença respiratória. Esta família de vírus causa e
resfriados e até infecções de maior risco à saúde humana e,
este novo coronavírus, traz sintomas como coriza, tosse, dor de
garganta, possivelmente dor de cabeça e a febre, que pode durar
alguns dias.
Com
o surto da doença na China, onde se concentram os maiores números
de casos, algumas características estão sendo observadas por
pesquisadores e especialistas. Luciana Duarte, infectologista do
Grupo América, que faz parte do Sistema Hapvida, exemplifica que a
maioria dos indivíduos que adoecem, evoluem com doença branda,
semelhantes a um resfriado e se recuperam espontaneamente, apenas
com medidas básicas de suporte, como hidratação e sintomáticos.
"Todavia,
uma parcela dos indivíduos pode evoluir com doença grave,
apresentando insuficiência respiratória (falta de ar) e óbito. Os
números ainda estão em estudo, mas o que esses têm demonstrado e,
segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é que cerca de 20%
das pessoas podem evoluir com doença grave e a letalidade ficaria
em torno de 2-3%", explica Luciana Duarte.
Atendimento
médico
Silvia
Fonseca, infectologista do Grupo São Francisco, que faz parte do
Sistema Hapvida, afirma que primeiramente é preciso observar a
gravidade dos sintomas. "Coriza, tosse, dor de garganta, dor de
cabeça e febre baixa são sintomas que podem ser tratados em casa,
essas pessoas não devem sair para evitar o contágio. No caso de
sintomas mais fortes, como falta de ar, febre alta, tontura,
desidratação e vômitos, essas pessoas devem procurar atendimento
médico independente se tiveram contato com pessoas
contaminadas".
A
infectologista ressalta que esse novo vírus traz mais danos às
pessoas que já apresentam alguma doença ou em idosos. Nos outros
casos, a doença é mais leve, e, para prevenir, são necessários
os cuidados básicos, como higienizar bem as mãos, uso do álcool
em gel, e reservar as máscaras apenas para pessoas com doenças
respiratórias, principalmente em ambientes de aglomeração.
É
importante reforçar que ir a uma emergência hospitalar sem estar
com caso grave, o paciente pode correr o risco de adquirir outras
infecções. Além disso, vale destacar a consciência de não
disseminar a doença e de seguir as recomendações médicas e do
Ministério da Saúde para evitar novas contaminações. Divulgar
informações corretas evita alardes desnecessários para a população
e as fakenews.
Prevenção
A
infectologista Luciana Duarte diz que "os cuidados de prevenção
de doenças infectocontagiosas devem sempre fazer parte do dia a dia
de qualquer indivíduo, em qualquer época. Atualmente, com os casos
registrados do coronavírus, algumas medidas têm sido reforçadas e
se estendem à prevenção de qualquer infecção que tenha como
formas de contágio as vias respiratória, fecal-oral e
contato". Abaixo, Luciana Duarte dá algumas dicas de prevenção
que todos podem adotar:
• Evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções
respiratórias agudas;
•
Realizar lavagem frequente das mãos, especialmente após contato
direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente;
•
Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
•
Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
•
Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
•
Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
•
Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos,
copos ou garrafas;
•
Manter os ambientes bem ventilados;
•
Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas
da doença;
•
Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em
fazendas ou criações.
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