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País
entra na fase 2 da contenção da Covid-19. Ideia é reabrir alguns
comércios, mas gradualmente para evitar novos surtos até que a
doença seja totalmente controlada.
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Homem
com aparato de segurança limpa ponte em Veneza, na Itália,
nesta quinta-feira (16) |
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Os
canais cristalinos e limpos e o silêncio das ruas surpreenderam os
moradores de Veneza, na Itália,
que nesta semana começaram a circular após a abertura de algumas
lojas depois de mais de um mês de confinamento total por causa da
pandemia de novo
coronavírus.
Livrarias
e papelarias, assim como lojas de roupa para crianças, reabriram a
partir de terça-feira, mas apenas por dois dias na semana.

Homem
com máscara e luvas floreia livros em banca reaberta de Veneza, na
Itália, na terça-feira (14)
No lugar da agitação
habitual, os moradores, todos equipados com máscaras e luvas, se
preparam para a fase 2 de contenção, que envolve uma série de
medidas para impedir que o surto de Covid-19 se propague rapidamente
de novo.
Na região
de Veneto, cuja capital é Veneza, foram registradas 940 mortes
desde o início da pandemia, que matou mais de 22 mil pessoas em
todo o país.
Apesar
da estratégia bem-sucedida aplicada por essa região desde a detecção
dos primeiros casos, o presidente de Veneto, Luca Zaia, decidiu
dobrar a distância de segurança entre as pessoas para dois metros.
Tudo
parece indicar que as regras serão rígidas e o fluxo de clientes
escalonado. A fase 2 significará uma mudança radical nos costumes
dos italianos.
Para o
livreiro Claudio Morelli, um dos proprietários da livraria Marco
Polo, a fase 2 apresenta muitas incógnitas.
"O
Estado nos diz que os livros são essenciais, mas as autoridades
regionais dizem: 'são essenciais, mas apenas dois dias por
semana'", lamenta.
"Temos
pouca informação, muito fragmentada", afirma Elena Franzon,
proprietária de uma papeleria, que ainda não foi autorizada a
abrir o serviço de fotocópias.
Quarentena
na Itália
Desde
9 de março o governo italiano impôs medidas de contenção para
conter a propagação do vírus, o que paralisou boa parte das
atividades econômicas da península e principalmente do turismo,
principal fonte de subsistência de Veneza.

Ponte
Rialto, em Veneza, iluminada com as cores da bandeira da Itália
nesta quinta-feira (16)
As
autoridades locais criaram uma zona vermelha para internar os
doentes e infectados na ilha de Santa Maria de Nazaret, não muito
longe da Praça de São Marcos, podendo ser visitada hoje em dia.
As
medidas de contenção afetam toda a população e foram prolongadas
em toda a península até 3 de maio, com algumas exceções
dependendo da região.
Para
levar essa fase delicada adiante, o primeiro-ministro Giuseppe Conte
solicitou a um comitê de especialistas que elaborem um programa de
esquemas para a organização do trabalho, com a participação de
sociólogos e psicólogos, a fim de obter um "manual de convivência
com o vírus", algo que será necessário durante muito tempo.
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