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Com 94% de sucesso contra o coronavírus em laboratório,
remédio está em fase de teste em humanos
André
Spigariol Da CNN, em Brasília
O
medicamento que obteve 94% de sucesso contra o coronavírus em
ensaios de laboratório feitos por cientistas brasileiros pode estar
disponível para a população na metade do próximo mês, caso
tenha êxito na fase final de testes, aplicados a 500 pacientes com
a doença. A previsão é de Marcos Pontes, Ministro de Ciência,
Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), em entrevista à
CNN.
Ao
todo, sete hospitais participam do protocolo de pesquisa do
medicamento, que não teve seu nome revelado pelo Ministério. Os médicos
administrarão a droga aos pacientes durante cinco dias, mas as
pessoas estudadas permanecerão internadas por duas semanas, quando
ficarão em observação e passarão por exames para comprovar a
eficácia do medicamento, que já é utilizado para o tratamento de
outras doenças e, segundo Pontes, “não tem efeitos colaterais
graves”.
“Não
posso te falar ‘pra participar você toma o remédio e pode ir pra
casa’, tem que ficar em observação muito rígida. O remédio tem
que ser dado no momento exato, tem uma série de exames que eles vão
fazer por dia nesses pacientes. Quando você tá falando de 500
pacientes, isso daí, a gente tá estimando que dure quatro semanas
pra correr, digamos assim, esses 500 pacientes no teste”, estima o
ministro.
Após
os testes, caso apresente eficácia, o medicamento é então
submetido à ANVISA, que será a responsável por permitir que ele
seja prescrito para pacientes com COVID-19.
“Então,
aí os médicos podem receitar aquele remédio pro Coronavírus.
Esse processo todo, então a gente imagina que posteriormente essas
quatro semanas, lá pelo meio de maio que esteja terminado, o que
vai ser muito bom.
Cloroquina
e testes rápidos
Além
deste medicamento, o governo está financiando testes da
Hidroxicloroquina aplicada em pacientes em estágio inicial da Covid-19.
Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda o uso da substância
apenas pacientes graves. O estudo foi autorizado nesta semana e está
recrutando pacientes.
Pesquisadores
brasileiros também estão desenvolvendo um teste rápido nacional
que permitirá a detecção do novo coronavírus em até um minuto,
com o uso de inteligência artificial. Desenvolvida pela
Universidade Federal de Uberlândia, a tecnologia usa raios laser
para medir a frequência eletromagnética da molécula do novo
coronavírus.
Segundo
o ministro Marcos Pontes, dentro de 20 dias os pesquisadores esperam
ter concluído mil testes com essa ferramenta para avaliar a precisão
do teste rápido. Caso seja aprovado, o Brasil passaria a não
depender da importação de reagentes para fabricar testes.
Enquanto
isso, cientistas da UFMG desenvolveram um reagente para testes 100%
nacional, que poderá ser produzido pela Farmanguinhos, laboratório
de medicamentos da Fundação Oswaldo Cruz, segundo Pontes.
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