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A primeira fase de estudos deve durar pelo menos três
semanas. Em seguida, o grupo deve testar o medicamento em cerca de
400 pacientes.
A
partir desta segunda-feira (20), um grupo de mais de 30
pesquisadores brasileiros começa a estudar a criação de um
medicamento com nitazoxanida para tratar a covid-19. O mesmo princípio
ativo está sendo usado em outra pesquisa, feita pelo governo,
segundo informou nesta semana o ministro Marcos Pontes, da Ciência
e Tecnologia.
A
nova iniciativa está sendo desenvolvida pela empresa Farmoquímica,
com um investimento inicial de R$ 2 milhões. Já há estudos em
laboratório e, agora, com liberação da Anvisa (Agência Nacional
de Vigilância Sanitária), serão feitos testes com 50 pacientes em
estágio inicial da doença, internados em cinco hospitais de São
Paulo. A primeira fase de estudos deve durar pelo menos três
semanas. Em seguida, o grupo deve testar o medicamento em cerca de
400 pacientes.
“Embora
a gente saiba que a molécula é segura, a gente ainda não sabe
quais os efeitos colaterais em pacientes com covid-19, porque é uma
doença nova. Estamos trabalhando um produto diferente. Queremos
descobrir se ela é capaz de inibir o vírus em um indivíduo
doente.”. diz Vinícius Blum, médico da Farmoquímica.
As
pesquisas com o mesmo princípio ativo foram encorajadas pelo
resultado eficaz do uso do medicamento em pacientes com outras doenças,
como influenza, ebola e outros vírus respiratórios.
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