|
Caso vacina comprovar segurança e eficiência, adiantará anos
no cronograma típico de desenvolvimento de vacinas

Carl O'Donnell e Michael Erman em Nova York - [Reuters]
A Pfizer e a
Biontech disseram nesta terça-feira, 05, que começaram a
entregar doses de suas vacinas de coronavírus experimentais para
testes iniciais em humanos nos Estados Unidos.
A farmacêutica
norte-americana e a parceira alemã disseram que, se a vacina provar
ser segura e eficaz nos testes, ela poderá estar pronta para ampla
distribuição nos EUA até o final do ano, afastando vários anos
do cronograma típico de desenvolvimento da vacina.
A vacina, que usa a
tecnologia RNA mensageiro (mRNA), tem o potencial de estar entre as
primeiras vacinas contra o vírus que infectou mais de 1 milhão de
pessoas nos Estados Unidos e matou cerca de 68 mil.
Atualmente, não existem
tratamentos ou vacinas aprovados para o novo coronavírus, embora
alguns medicamentos estejam sendo usados em pacientes sob uma
autorização de uso emergencial.
O estudo nos EUA faz
parte de um programa global mais amplo já em andamento na Alemanha,
onde a BioNTech está sediada. A administração de doses lá começou
no mês passado.
A Moderna está usando
tecnologia semelhante para que sua vacina seja desenvolvida junto
com o governo dos EUA. O teste da fase I desse candidato a vacina
também começou, com os testes intermediários planejados para o
trimestre atual.
A Pfizer disse na semana
passada que espera receber autorização de emergência da agência
de vigilância sanitária Food and Drug Administration (FDA) dos EUA
em outubro e pode distribuir até 20 milhões de doses até o final
de 2020, com vistas a produzir centenas de milhões de doses no próximo
ano.
"Mesmo indo de
alguns milhões a 20 milhões, permitirá proteger os epicentros do
vírus e expulsar o vírus da nossa sociedade, à medida que
aumentamos para centenas de milhões", disse o chefe de
pesquisa da Pfizer, Mikael Dolsten, em entrevista à Reuters.
O uso da tecnologia de
mRNA sintético pode permitir que a vacina seja desenvolvida e
fabricada mais rapidamente do que as vacinas tradicionais, disseram
as empresas.
A Pfizer disse na semana
passada que espera disponibilizar dados de segurança sobre a vacina
no final de maio.
Ambas as empresas
comercializarão em conjunto a vacina, se aprovada.
|