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Apesar da redução do número de casos em abril, em 2020, já ocorreram 4 mortes por dengue
na cidade, sendo um importado, e há 8 óbitos em investigação
Desde
o dia 1º de janeiro e até quarta-feira, 29 de abril, Ribeirão
Preto já somava 12.179 casos confirmados de dengue e a Secretaria
Municipal da Saúde (SMS) investiga mais 21.569 pacientes que
podem estar com a doença – aguarda o resultado de exames, segundo
o Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal da Saúde.
A média de pessoas diagnosticadas com o vírus transmitido pelo
mosquito Aedes aegypti em quatro meses é de 101 por dia, quatro por
hora.
Ribeirão
Preto já declarou epidemia de dengue, a sexta em onze anos – a
população não tem colaborado eliminando os potenciais criadouros
do Aedes aegypti e os casos aumentam a cada dia. O secretário
municipal da Saúde, Sandro Scarpelini, afirma que o trabalho de
combate e prevenção à doença na cidade está sendo feito sem
trégua, com arrastões de limpeza semanais e intensificação das
ações diárias, mesmo com a pandemia de coronavírus.
As
equipes de agentes de Combate a Endemias estão nas ruas em
campanhas de conscientização, treinamentos de equipes e nebulização.
Oitenta por cento dos casos estão nas casas das pessoas e a
conscientização da população é fundamental. Cada morador
deve cuidar do seu quintal, eliminando focos de água parada para
que o mosquito não se desenvolva.
Dos
12.179 casos confirmados até agora, 2.854 são de janeiro,
5.612 de fevereiro, 3.194 de março e 519 de abril. No mesmo mês de
2019 foram 4.222, queda de 87,7%, ou 3.703 e menos. O número de vítimas
do Aedes aegypti em 120 dias deste ano está 69,3% acima das 7.193
pessoas infectadas no primeiro quadrimestre do exercício
anterior, acréscimo de 4.986, e já representa 84,4% do total de
2019 inteiro (14.421).
Em
2019, três pessoas morreram em Ribeirão Preto vítimas de
dengue hemorrágica – não registrava óbito em decorrência da
infecção desde 2016, quando nove pacientes não resistiram aos vírus
transmitidos pelo Aedes aegypti. Em 2020, já ocorreram quatro
mortes na cidade, mas um caso é importado de São Simão – o
atendimento ocorreu na metrópole. Segundo o boletim, oito óbitos
ainda estão sob investigação e aguardam o resultado de exames.
Neste
ano, a maioria das vítimas do mosquito tem entre 20 e 39 anos
(4.339). Depois aparecem os adultos de 40 a 59 anos (3.003), jovens
de dez a 19 anos (1.961), idosos com mais de 60 anos (1.434), crianças
de 5 a 9 anos (847), de um a quatro anos (467) e menores de um ano
(128). Em 2020, os casos de dengue foram registrados nas regiões
Leste (2.887), Oeste (2.887), Norte (2.655), Sul (2.482), Central
(1.262) e seis não têm identificação de distrito.
Chikungunya
Ribeirão Preto não tem casos de chikungunya, zika vírus e febre
amarela neste ano, mas tem três de sarampo confirmados e investiga
mais três – onze já foram descartados –, segundo o Boletim
Epidemiológico da Secretaria Municipal da Saúde.
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