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Com
casos em queda, população pede para governo acelerar o fim das
medidas de isolamento social.
A Itália registrou neste
sábado o menor número de novos casos de coronavírus em
quatro dias. As autoridades sanitárias locais divulgaram hoje
que foram confirmados 1.083 casos no período de 24 horas. No
dia anterior, o país havia anunciado 1.327 novos casos.
No
total, a Itália registrou até agora 218.268 casos de covid-19.
É o terceiro país com maior número de casos
confirmados, atrás dos Estados Unidos e da Espanha. Em número de
mortes a Itália também ocupa o terceiro lugar, com 30.395 óbitos. O
número diário de óbito caiu de 243 na sexta-feira para 194 neste
sábado.
A
Itália foi o primeiro país europeu a adotar medidas de quarenta. No
dia 9 de março, o governo do primeiro-ministro Giuseppe Conte impôs
quarentena em todo o país, restringindo o movimento da população
e determinando o fechamento temporário de lojas e negócios não
essenciais.
Depois
de atingir o pico no fim de março, o número diário de mortes por coronavírus no
país vem caindo de forma consistente, o que leva um
crescente número de italianos a pedir pelo relaxamento das
restrições. Hoje, o diário Corriere della Sera divulgou
uma pesquisa mostrando que 58% dos italianos querem que todos os
setores econômicos no país sejam retomados o mais rápido possível.
Na
última segunda-feira, dia 4, o governo iniciou um relaxamento das
medidas de isolamento social. Ao todo, mais de 4,5 milhões de
italianos foram autorizados a retornar ao trabalho. Alguns negócios,
como bares, restaurantes e o comércio varejista, porém, continuam
seguindo as restrições e ainda não podem operar normalmente. O
governo se mostra cauteloso em aliviar a quarentena, mas está
considerando a possibilidade de autorizar a reabertura das lojas
antes de 18 de maio, conforme previu inicialmente.
A
Itália é um dos países europeus que sofrerão maior impacto econômico
com a pandemia do coronavírus. O Fundo Monetário
Internacional prevê que a economia italiana terá uma retração de
9,1% em 2020. Um prognóstico tenebroso para um país que, no
ano passado, já havia crescido apenas 0,3%.
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