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QUALIDADE DE VIDA

 


100 PACIENTES IMUNIZADOS SÃO VOLUNTÁRIOS EM PESQUISA SOBRE CORONAVÍRUS
 
 . REGIS

    
Voluntários doaram sangue para um banco de material que estuda os anticorpos resistentes ao novo coronavírus

                  

 

  

 


A descoberta de uma vacina contra o Sars-CoV-2 é fundamental contra o avanço do vírus, que já infectou mais de 4 milhões. A corrida por um mecanismo de imunização de massa conta com dezenas de grupos de cientistas no mundo, com iniciativas de pesquisas de vacinas que precisam de pessoas que se ofereçam como cobaias para testes e outras que se transformam em doadores voluntários de sangue para bancos de estudos.

Enquanto no exterior grupos arregimentam interessados, no Incor, em São Paulo, pesquisadores em conjunto com a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) já reúnem um grupo de cem voluntários que doaram sangue para um banco de material a ser estudado em busca de anticorpos resistentes ao vírus.

“Eu sou voluntária porque conheço a doença”, conta Waldineia Campos, de 43 anos, enfermeira que contraiu a covid-19 e ficou 13 dias hospitalizada.

Depois de consultar o médico Luan Lopes, que a tratou durante a internação, ela foi ao Incor para se inscrever como voluntária para a pesquisa do grupo coordenado por Edecio Cunha Neto e chefiada pelo médico Jorge Kalil.

Pagamento
Kalil publicou vídeo com chamamento para voluntários que já tiveram a doença para doação de sangue. E divulgou o endereço na web para inscrições de interessados: iii.org.br/coronavírus.

O coordenador do grupo, Edecio Cunha Neto, explicou que o projeto já estava em andamento. “Fechamos um grupo de cem doadores para iniciar a pesquisa”, contou Cunha Neto.

Segundo o coordenador do Incor/USP/Unifesp, não há qualquer pagamento a doadores. “Eles são doadores voluntários. Não há pagamento.”

No exterior, plataformas de web como a 1Day Sooner informam que cadastram milhares de candidatos para integrarem pesquisas de vacina, mas com outra meta. Precisam ser pessoas jovens e saudáveis que aceitem ser cobaias.

Segundo especialistas, nos Estados Unidos as chamadas cobaias podem receber até US$ 100 para participar dos experimentos.

De acordo com reportagem do domingo passado do programa Fantástico, da TV Globo, pelo menos dois brasileiros fariam parte desse grupo, um do Rio Grande do Sul e uma mulher do Rio.

No Rio Grande do Sul, o estudante universitário Pablo Fernandes, de 21 anos, morador de Canoas, cidade da região metropolitana de Porto Alegre, admitiu ser um dos voluntários cadastrados no site estrangeiro para serem infectados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
   


11/05/2020 - EXAME
Foto: 
divulgação