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Com
14.253 casos confirmados, 18,5% a mais que mesmo período em 2019, e
22.793 em investigação, a cidade já declarou epidemia de dengue,
a sexta em onze anos.
Até
esta sexta-feira, 15 de maio, Ribeirão Preto já somava 14.253
casos confirmados de dengue, 18,5% a mais que mesmo período em
2019, e a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) investiga
mais 22.793 pacientes que podem estar com a doença – aguarda o
resultado de exames, segundo o Boletim Epidemiológico divulgado
pela Secretaria Municipal da Saúde. A média de pessoas diagnosticadas
com o vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti em quatro meses
é de 114 por dia, quatro por hora.
Ribeirão
Preto já declarou epidemia de dengue, a sexta em onze anos – a
população não tem colaborado eliminando os potenciais criadouros
do Aedes aegypti e os casos aumentam a cada dia. O secretário
municipal da Saúde, Sandro Scarpelini, afirma que o trabalho de
combate e prevenção à doença na cidade está sendo feito sem
trégua, com arrastões de limpeza semanais e intensificação das
ações diárias, mesmo com a pandemia de coronavírus
As
equipes de agentes de Combate a Endemias estão nas ruas em
campanhas de conscientização, treinamentos de equipes e nebulização.
Oitenta por cento dos casos estão nas casas das pessoas e a
conscientização da população é fundamental. Cada morador
deve cuidar do seu quintal, eliminando focos de água parada para
que o mosquito não se desenvolva.
Dos
14.253 casos confirmados até agora, 2.904 são de janeiro,
6.004 de fevereiro, 4.207 de março. 1.037 de abril e 101 de maio.
No mesmo mês de 2019 foram 4.840, queda de 97,9%, ou 4.739 a menos.
O número de vítimas do Aedes aegypti em 125 dias deste ano está
18,4% acima das 12.033 pessoas infectadas nos primeiros cinco meses
do exercício anterior, acréscimo de 2.220, e já representa 98,8%
do total de 2019 inteiro (14.421).
Em
2019, três pessoas morreram em Ribeirão Preto vítimas de
dengue hemorrágica – não registrava óbito em decorrência da
infecção desde 2016, quando nove pacientes não resistiram aos vírus
transmitidos pelo Aedes aegypti. Em 2020, já ocorreram cinco mortes
na cidade, mas um caso é importado e outro está sob investigação
– no total, sete exames aguardam resultado e estão à espera de
confirmação.
A
menina Maria Gabriela Quintino, de oito anos, faleceu na metrópole
vítima de hemorragia intestinal causada pela dengue, mas a infecção
ocorreu em São Simão. Ainda há dúvidas em relação à morte
de Jacqueline Michele Jorge, de 26 anos. A jovem morreu em 2 de maio
com quadro de dengue hemorrágica, segundo a SMS.
Estava
internada no Hospital Santa Lydia desde 29 de abril, quando foi
constatada a gravidade da doença. A paciente também apresentava
quadro de síndrome respiratória aguda grave (Srag) e a
Secretaria Municipal da Saúde aguarda o resultado do exame para confirmar
se a mulher foi infectada pelo novo coronavírus.
No
dia 6, o estudante de pedagogia Marlon Victor Barbosa Soares, de
25 anos, morreu vítima do Aedes aegypti – ainda aguarda
confirmação. Em fevereiro, Denis Bryan Souza Rodrigues, de 10
anos, também foi a óbito. Foi o primeiro caso de autóctone de
morte na metrópole. Ainda em fevereiro, Ribeirão Preto
registrou o segundo caso autóctone de morte por dengue hemorrágica.
Laurindo de Felippo, um senhor de 72 anos que estava internado havia
três dias na Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas
(HC-UE), não resistiu.
Neste
ano, a maioria das vítimas do mosquito tem entre 20 e 39 anos
(5.202). Depois aparecem os adultos de 40 a 59 anos (3.503), jovens
de dez a 19 anos (2.304), idosos com mais de 60 anos (1.602), crianças
de 5 a 9 anos (954), de um a quatro anos (538) e menores de um ano
(150). Em 2020, os casos de dengue foram registrados nas regiões
Oeste (3.279), Leste (3.212), Sul (3.118), Norte (3.051), Central
(1.591) e dois não têm identificação de distrito.
Chikungunya
Ribeirão Preto não tem casos de chikungunya, zika vírus e febre
amarela neste ano, mas tem quatro de sarampo confirmados e investiga
mais um – doze já foram descartados –, segundo o Boletim
Epidemiológico da Secretaria Municipal da Saúde.
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