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Luz de baixo custo, auxilia na eliminação de bactérias e vírus para desinfecção de ambientes e
maquinários
Desde anunciada a pandemia do novo coronavírus no final de 2019, o
mundo todo vem se mobilizando para descobrir novas alternativas de
desinfecção, prevenção e combate ao vírus. Enquanto pesquisas
com vacinas e medicações estão a todo vapor, outras tecnologias
empolgantes vêm se destacando e uma delas é a lâmpada UV.
Essas
lâmpadas geram emissão da luz UV-c, que é uma onda de luz mais
curta do que as ondas visíveis, e já é utilizada para desinfecção
de ambientes hospitalares, aviões, bancos e, inclusive, no
tratamento de água há muito tempo. Essa luz elimina bactérias e vírus
do ambiente ao provocar uma ruptura no RNA e DNA dos
micro-organismos, inativando-os.
Devido ao custo
relativamente baixo e à alta eficácia em ambientes internos, essa
tecnologia tem sido empregada mais comumente em consultórios médicos,
salões de beleza, laboratórios e consultórios odontológicos,
como explica o dentista Dr. Sergio Barbosa, da SB Odontologia
Especializada. "A exposição a vírus e bactérias no dentista
é extremamente alta, com gotículas de saliva e aerossóis dos
nossos equipamentos indo para o ar a todo momento. A desinfecção
de superfícies sempre foi feita seguindo as recomendações, porém,
hoje, com o coronavírus, a limpeza tanto das superfícies quanto do
ar da sala precisa trazer uma segurança impecável. É aí que
entram as lâmpadas UV, como usamos em todos os ambientes da nossa
clínica".
Ele continua: " Várias
medidas foram tomadas com a pandemia, como evitar aglomerações na
sala de espera, proteção individual para todos os funcionários e
pacientes e espaçamento de atendimento em cada sala, porém, com a
tecnologia UV, deixamos a luz ligada de 10 a 15 minutos depois de
cada atendimento e a quantidade de vírus e bactérias é
drasticamente reduzida, quando não, zerada. Com a luz UV somada aos
cuidados de desinfecção prévios, o atendimento fica muita mais
seguro".
As lâmpadas UV podem ser
encontradas de diferentes formas. Hoje, por exemplo, é possível
encontrá-las em pequenos tamanhos, como um abajur, que ao usar
essas lâmpadas emite, de forma focada, a luz UV ou então na forma
de lâmpadas de teto, que atingem todo o ambiente. A luz UV, porém
não pode ser exposta a pessoas e seres vivos, pois emite forte
radiação que pode ser lesiva à pele. Portanto, todo cuidado é
pouco. Mas se usada com os devidos cuidados, ela pode fazer muita
diferença na luta contra o coronavírus: "A luz UVC tem o
potencial de ser um divisor de águas", disse David Brenner,
professor de biofísica de radiação e diretor do Centro de
Pesquisa Radiológica da Universidade Columbia, em entrevista ao
Columbia News.

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