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Mais um idoso, 83 anos, que morava no asilo morreu neste sábado (27) após
testar positivo para o novo coronavírus; ao todo, 18 foram
infectados
Em meio a um surto de coronavírus, o Lar Padre Euclídes, que cuida
de 53 idosos em estado de vulnerabilidade, em Ribeirão Preto,
registrou neste sábado (27) o quinto óbito por covid-19. Ao todo,
18 pessoas ligadas ao asilo já foram contaminadas.
A última vítima fatal tinha
83 anos e, além de ter sofrido os impactos de uma das maiores
pandemias da história, pode ter sido negligenciada pelo serviço de
Saúde: Jamil
Ambar morreu à espera de um leito de UTI na UPA da Treze de Maio.
A
filha dele, Dayane Ambar, diz que o pai começou a passar mal na
sexta-feira (26), ainda na casa de repouso, e foi socorrido para o
hospital que é referência no tratamento da doença. A falta de
vagas de internação, no entanto, pode ter custado a vida do idoso.
"Ele já estava mal, com a respiração ofegante a à base de
medicamentos, mas ficou aguardando uma vaga na UTI e, infelizmente,
não saiu a tempo. Ele veio a óbito. Acredito que se ele fosse
atendido antes, teria chances de ser salvo", relata.
Na
semana passada, ACidade ON mostrou que 11 munícipes,
entre moradores do asilo e funcionários, testaram positivo para o
novo coronavírus em uma bateria de exames financiada pelo município,
no início de junho. Quinze dias depois, mais três precisaram ser
colocados em isolamento - um deles era Jamil. Do total, cinco
morreram.
Esse surto também atingiu outras quatro instituições municipais.
São elas: Cantinho do Céu, Lar dos Velhos, Casa do Idoso e Ombro
Amigo.
Juntos, os asilos foram palco de infecção para 47 pessoas. A
informação foi confirmada no dia 17 de junho pela Secretaria
Municipal de Saúde de Ribeirão Preto.
Os dados da cidade, porém, são ainda mais alarmantes: até a tarde
de domingo (28), o boletim epidemiológico mais atualizado mostrava
que 4.520 pacientes foram oficialmente atingidos pelo vírus até o
momento e 143 óbitos registrados.
Com isso, a taxa de ocupação de leitos chegou ao terceiro dia
consecutivo de quase-lotação.
Um levantamento da Secretaria Estadual da Saúde aponta que 92,2%
das vagas de CTI (Centro de Terapia Intensiva) destinadas ao
tratamento da covid-19 já estão ocupadas. São 167 leitos disponíveis
em todos os hospitais - públicos e privados -, mas 154 já estão
cheios

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