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Após cinco dias sem atualizações para adaptação da nova metodologia, dados voltaram a ser publicados
pela administração estadual nesta segunda-feira (06)
Em poucos
dias, a taxa de ocupação de UTIs do Sistema Único de Saúde
(SUS) de Minas Gerais despencou quase 20 pontos percentuais, mesmo
com a acelerada
propagação do novo coronavírus.
A
queda brusca foi registrada após a Secretaria de Estado de Saúde (SES)
anunciar uma "mudança de metodologia" na análise dos
dados, alegando a necessidade de “unificar os sistemas de
gerenciamento de leitos”.
A
administração estadual passou cinco dias sem divulgar informações
sobre a ocupação de leitos. Nesta segunda-feira (6), voltou a
disponibilizar publicamente os dados, que apresentaram mudanças
consideráveis.
Atualmente,
68,24% das UTIs do sistema público de saúde estão ocupadas. A
taxa é bem inferior aos 87,6% da atualização anterior, divulgada
em 30 de junho.
De
acordo com os novos dados, todas as macrorregiões de saúde de
Minas têm UTIs disponíveis. O cenário é bem diferente do
apresentado anteriormente, quando Triângulo do Norte e Vale
do Aço não dispunham de vagas, conforme gráfico a seguir:
No
caso dos leitos clínicos, o índice também baixou, mas em proporções
menores. A taxa caiu de 72,7% no último dia 30 para 70,84% nesta
segunda.
Segundo
os novos dados, apenas uma macrorregião de saúde não possui vagas
em leitos de enfermaria: o Triângulo do Sul.
Nova
metodologia
Em comunicado enviado à imprensa, a administração estadual
afirmou que a nova metodologia de análise de dados do SUS permite
monitoramento em tempo real dos leitos e "é essencial para traçar
ações de enfrentamento da COVID-19".
De acordo com o governo, o novo método reduz erros na contagem dos
leitos disponíveis. "Pela antiga metodologia, tinha-se a
informação sobre a entrada do paciente em determinado leito, não
especificando se houve, ou não, mudança dele para outro tipo de
leito durante a internação hospitalar", diz a assessora da
Superintendência de Regulação, Rosana de Vasconcelos Parra.
Com a nova metodologia, o estado também passou a contabilizar os
leitos cirúrgicos, o que aumentou consideravelmente a quantidade de
leitos clínicos. Esse incremento não necessariamente significa que
foram inaugurados novos equipamentos, mas pode causar redução nas
taxas de ocupação.
Os dados divulgados nesta segunda-feira apresentam aumento
expressivo no número de leitos em pouco tempo. Até
o último dia 28 de junho - há pouco mais de uma semana -, eram
12.928 leitos clínicos e 2.964 UTIs. Nesta segunda-feira, os números
saltaram, respectivamente, para 20.801 e 3.351. Número
de internações
Embora
as taxas de ocupação dos leitos tenham caído, o número total de
pacientes com COVID-19 ou suspeita da doença cresceu nos últimos
dias. De
acordo com a SES, 2.295 pessoas com o novo coronavírus estão
internados na rede pública. São 733 em UTIs e 1.562 em leitos de
enfermaria. Em
28 de junho, eram 1.981
hospitalizados - 549 em UTIs e 1.432 em leitos de enfermaria.

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