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Com o impacto econômico da pandemia, o município reduziu o
potencial de gastos em 19% neste ano, mas segue como o 18º do país
em estimativa movimentação econômica em 2020
Ribeirão Preto é a 18ª cidade do País em potencial de consumo
neste ano. A cidade perdeu duas posições no ranking nacional por
conta do impacto econômico causado pela pandemia do novo coronavírus,
que reduziu o potencial de consumo em 19%.
Segundo a pesquisa IPC Maps,
as famílias da cidade deverão movimentar R$ 21,98 bilhões na
economia até o final de 2020, contra R$ 27,12 bilhões da
estimativa calculada em 2019.
"Algumas cidades não
sentiram tanto o impacto econômico da pandemia e da quarentena, já
outras sentiram mais, principalmente as cidades maiores. Ribeirão
Preto é uma cidade polo, que atrai consumidores de cidades próximas
e sentiu bastante o fato das pessoas terem de ficar em casa, comércio
e restaurantes fechados, shoppings sem atendimento etc. Com o início
da flexibilização, os negócios devem voltar aos poucos a se
normalizar", explicou Marcos Pazzini, sócio da IPC Marketing
Editora e responsável pela pesquisa.
Apesar da redução, Ribeirão
Preto não perdeu posição no ranking estadual, e segue como a
quarta cidade do Estado de São Paulo com maior potencial de consumo
neste ano e com destaque no grupo das maiores cidades do País.
O desempenho dos 50 maiores
municípios brasileiros equivale a 38,7%, ou R$ 1,759 trilhão, de
tudo o que é consumido no território nacional. Neste ano, a projeção
é uma movimentação de cerca de R$ 4,465 trilhões na economia,
queda de 5,39% em relação a 2019.
No ranking dos municípios, os
principais mercados permanecem sendo, em ordem decrescente, São
Paulo e Rio de Janeiro, seguido por Brasília, que recuperou a 3ª
posição, deixando Belo Horizonte atrás. Já, Curitiba sobe para o
5º lugar, ultrapassando Salvador. Na sequência, Fortaleza, Porto
Alegre, Manaus e Goiânia — esta em 10º —, ocupam os mesmos
lugares de 2019. Cidades metropolitanas ou do interior como,
Campinas (11º), Guarulhos (13º), Ribeirão Preto (18º), São
Bernardo do Campo (19º) e São José dos Campos (21º), no estado;
São Gonçalo (16º) e Duque de Caxias (24º), no Rio de Janeiro;
bem como as capitais Belém (14º), Campo Grande (15º) e São Luís
(17º) também se sobressaem nessa seleção.
Setores
A categoria habitação, que
inclui gastos com a compra de imóveis e manutenção em geral do
lar, é a que tem o maior potencial de consumo em Ribeirão Preto
neste ano, de R$ 6,14 bilhões, seguido por outras despesas (R$ 3,90
bilhões) e gastos com veículo próprio (R$ 2,45 bilhões).
Já entre os setores que
registraram a maior redução no potencial de gastos na cidade estão
transportes urbanos (pagamentos de condução de ônibus), que
tiveram queda de 61,1% nos gastos estimados; compra de produtos
eletroeletrônicos tiveram redução de 48,8%, alimentação fora do
domicílio teve redução de 48,5%; compra de calçados com redução
de 45,0% e, na quinta posição, ficaram as despesas com
roupas/vestuário confeccionado, com redução de 41,7% entre 2019 e
2020.
"A queda nominal do
potencial de consumo urbano em Ribeirão Preto foi de 19%, o que
gerou queda na maioria das categorias, inclusive alimentação no
domicílio. Vale lembrar que a redução das despesas com alimentação
no domicílio reflete o fato das pessoas estarem comprando produtos
com valor mais baixo, devido à redução dos rendimentos e preocupação
com a continuidade do emprego. Essa redução não significa
necessariamente que estão comprando menos produtos, mas sim
produtos de valor mais baixo", explicou Marcos Pazzini.
Ainda segundo o responsável
pelo estudo, a redução no potencial de consumo por conta da
pandemia cria um efeito "déjà-vu", pois a economia
“retomará os índices dos últimos anos em que houve um progresso
vigoroso”. O especialista ressalta que, no início de março,
antes desse cenário de pandemia e isolamento social, “a previsão
do PIB nacional para 2020, conforme o Boletim Focus do Banco
Central, era de 2,17%, o que resultaria numa projeção do consumo
brasileiro da ordem de R$ 4,9 trilhões, superando os R$ 4,7 trilhões
obtidos no ano passado.”
Interior forte
O levantamento aponta ainda
que, a exemplo de 2019, as capitais seguirão perdendo espaço no
consumo, respondendo por 28,29% desse mercado. Enquanto isso, o
interior avançará com 54,8% de participação, bem como as regiões
metropolitanas, cujo desempenho equivalerá a 16,9% neste ano.
Publicado anualmente pela IPC
Marketing Editora, empresa que utiliza metodologias exclusivas para
cálculos de potencial de consumo nacional, o IPC Maps é o único
estudo que apresenta em números absolutos o detalhamento do
potencial de em todos os municípios do País, com base em dados
oficiais, por meio de versões em softwares de geoprocessamento.

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