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Secretário adverte que regras são as mesmas para todos. "As
prefeituras devem respeitar a determinação estadual",
informou a Secretaria de Desenvolvimento Regional
A Secretaria de
Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo já analisa o pedido
de revisão encaminhado pela Prefeitura de Ribeirão Preto
sobre o rebaixamento
para a Fase Laranja no Plano São Paulo.
Por meio de nota, a secretaria
informou que o secretário Marco Vinholi dialoga com os
prefeitos para bom entendimento das ações de combate ao coronavírus
e cumprimento do Plano São Paulo. O pleito foi recebido pela pasta
e será encaminhado ao Centro de Contingência para análise.
Porém, alerta que decretos e
ações dos municípios precisam observar a classificação dada
pelo Plano São Paulo, que foi baseada no panorama de evolução da
doença e na capacidade hospitalar dos Departamentos Regionais de Saúde
(DRS). "O critério é público, transparente e técnico. As
prefeituras devem respeitar a determinação estadual",
informou a secretaria.
Ainda de acordo com o governo
do Estado, o Plano São Paulo estabelece regra comum para os 645
municípios, que determina 14 dias de queda nos índices medidos
para avanço de fase, com base em critérios científicos e de saúde.
"A próxima reclassificação do Plano São Paulo está
prevista para o dia 18 de setembro", concluiu.
Revisão
Durante entrevista coletiva
concedida na sexta-feira, 4, no Palácio do Rio Branco, o prefeito
Duarte Nogueira (PSDB) informou que caso o Estado mantenha a
região na Fase Laranja, a questão deverá ser judicializada. Com
isso, a prefeitura também anunciou que Ribeirão Preto vai
continuar na Fase Amarela até o próximo dia útil, a terça-feira,
8 de setembro.
O prefeito e o secretário de
Saúde, Sandro Scarpelini, entraram em contato com o Governo do
Estado, por meio do secretário Marco Vinholi. De acordo com
Scarpelini, o principal ponto que será debatido é o indicador do número
de óbitos.
"O secretário de
Desenvolvimento Regional, Marco Antônio Vinholi, recebeu da
minha parte uma argumentação para requerer a revisão da ida de
Ribeirão Preto para a Fase Laranja. Nós queremos permanecer
naquela Fase que, de fato, a coerência nos coloca. Não por
desejar estar, mas pelos critérios técnicos, científicos, lógicos
e objetivos. E, paralelamente, nós estamos judicializando com os
mesmos elementos técnicos para que, não havendo uma manifestação
favorável a nossa cidade, tenhamos que a Justiça possa fazer Justiça",
pontou Nogueira. Questionado sobre uma possível negativa do Estado,
o prefeito garantiu ter "convicção" de uma resposta
favorável.
Segundo a atualização dessa
sexta-feira do Plano São Paulo, o indicador que "puxou" a
região para a Fase Laranja foi o número de óbitos. Por outro
lado, o número de leitos se manteve estável na categoria
"Verde". Sendo, inclusive, o melhor indicador da região
no momento. O número de novos casos e internações segue no
"Amarelo".
De acordo com dados do Estado,
houve um aumento de 48% no número de óbitos em relação a última
semana. Esse indicador, todavia, tem "peso 1" no diagnóstico
de cada região. O número de leitos disponíveis, por exemplo, tem
peso 3.
"Sabemos que algumas
pessoas demoram até um mês e meio para evoluir ao óbito. Acontece
que no Plano São Paulo, eles pegaram os óbitos que ocorreram na última
semana, com um agravante: na semana passada, o sistema do Ministério
da Saúde ficou caído por quase quatro dias, e a gente não
conseguia notificar nenhuma morte. Quando ele voltou, subimos vários
óbitos e isso impactou. Nós olhamos os óbitos por mês de início
dos sintomas. Isso representa quando a pessoa ficou doente e não
quando ela morreu. Se, por milagre, a Covid acabasse hoje, daqui a
dois meses ainda teríamos mortes.", explicou Scarpelini.
Rebaixamento
A região da Direção
Regional de Saúde (DRS) XIII, que contempla Ribeirão Preto e
outros 25 municípios, foi a única do Estado de São Paulo que
regrediu no Plano São Paulo, segundo anúncio feito pelo Governo do
Estado de São Paulo. Com isso, bares, restaurantes,
academias e salões de beleza deveriam fechar as portas a
partir de segunda-feira, 7. Os principais indicadores que forçaram
o retorno a uma fase mais rígida foram o número de óbitos
e novos casos, que seguem altos, o que será contestado pela
Prefeitura de Ribeirão.
Leitos
Ainda durante a coletiva de
sexta-feira, o prefeito Duarte Nogueira e o secretário de Saúde
chamaram de "fake news" (notícias falsas) as mensagens
que circulam nas redes sociais sobre a redução
de leitos no município ter sido a responsável pelo
rebaixamento. Scarpelini explicou que a redução de leitos se
deu em hospitais da rede privada.
No dia
3 de agosto, o município possuía 237 leitos de UTI para Covid e
275 de enfermaria, incluindo hospitais públicos e privados. Naquela
data, a ocupação na UTI era de 80%. Segundo a plataforma LeitosCovid.org,
atualizada em tempo real, a quantidade de leitos de UTI caiu para
219 e a de enfermaria para 263. Uma redução de 30 leitos.
Ainda de acordo com a
LeitosCovid, dos 237 leitos de UTI, 121 eram públicos no início de
agosto, subindo para 122 no início de setembro. Os leitos de UTI
diminuíram, em sua maioria, nos hospitais particulares, que
costumam alterar a quantidade de leitos de acordo com a demanda, ora
aumentando, ora diminuindo.
Apesar disso, a taxa de ocupação
se mantém estável. Até as 11h desta sexta-feira, a ocupação era
de 68,5%. Sendo, 73,9% para leitos de UTI e 63,2% nos leitos de
enfermaria. Números que mantém esse indicador na categoria
"Verde". Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, redução
ocorreu devido a baixa de pacientes no setor de terapia intensiva.

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