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Contrato
assinado garante a produção de 100,4 milhões de doses pela
Bio-Manguinhos/Fiocruz
Uma
semana depois de assinar o contrato de Encomenda Tecnológica (Etec)
da vacina de Oxford, a Fundação Oswaldo Cruz entrou em estágio
avançado de discussão do segundo contrato que traz detalhes técnicos
da transferência de tecnologia para a produção independente da
vacina em território brasileiro e as 100 milhões de doses.
A
Fiocruz já afirmou que terá capacidade de começar a produção
interna para uma campanha de vacinação em abril de 2021, porém,
ainda não há um prazo definido para a chegada dos materiais. As
discussões estão sendo feitas com a biofarmacêutica inglesa
AstraZeneca, que detém os direitos de produção, distribuição e
comercialização da vacina Covid-19, desenvolvida pela Universidade
de Oxford.
A
tão esperada primeira assinatura aconteceu de forma eletrônica na
semana passada, enquanto os estudos estavam paralisados por tempo
indeterminado. O anúncio foi feito em coletiva de imprensa do
Ministério da Saúde (9/9).
De
acordo com a Fiocruz, essa Etec garante ao Instituto de Tecnologia
em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) o acesso a 100,4 milhões
de doses do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) para o
processamento final (formulação, envase, rotulagem e embalagem) e
controle de qualidade, ao mesmo tempo em que garante à Fiocruz a
transferência total da tecnologia, conforme estabelecido no
Memorando de Entendimento assinado em 31 de julho entre as partes. A
produção da vacina, denominada ChAdOx1 nCoV-19, está sendo
viabilizada pela MP 994/2020, publicada em 7 de agosto, que abre crédito
extraordinário de R$ 1,9 bilhão para o Ministério da Saúde.
A
pasta vem fazendo esse planejamento desde o mês de junho, quando
anunciou o envio de uma carta de intenções à Universidade de
Oxford descrevendo as necessidades brasileiras.
A vacina já está
sendo testada em 18 mil voluntários pelo mundo, mas a ideia é de
se chegar a 50 mil. Só no Brasil, desde julho, 4.600 pessoas se
inscreveram no programa.
O
imunizante vem trazendo bons resultados com a aplicação de dose
dupla. Ou seja, os testados recebem duas doses da vacina. Na semana
passada, uma voluntária teve reações graves na Inglaterra e um
comitê de pesquisadores independentes teve de ser acionado, como é
o rito normal da produção de vacinas no mundo, para analisar as
condições de risco. Em menos de 7 dias, os testes foram retomados.

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