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Assim
como ocorre em todo o Brasil, categoria não retorna ao trabalho por
ver alto risco de infecção dos beneficiários nos postos
Apesar
de o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) ter anunciado que
reabriria nesta quinta-feira (17) suas agências
em São Paulo com o serviço de perícia, a associação que
representa a categoria não volta atrás e mantém os profissionais
em casa.
ANMP
(Associação Nacional dos Médicos Peritos) afirma que há grave
risco de contaminação por covid-19 nas agências de todo o país e
por isso veta o retorno enquanto não houver certeza da segurança
sanitária nesses locais.
Na
quarta-feira (16), em
uma nota dura, a entidade afirmou que o INSS armou um teatro
para forjar vistorias e liberar a retomada dos serviços.
As
agências do país reabririam segunda-feira (14), mas, no caso de São
Paulo, a Justiça só as liberou nesta quinta. O INSS anunciou
que 128 pontos no Estado reiniciariam as atividades.
Segundo
a nota da associação, "o INSS e a Secretaria de Previdência
e Trabalho mentem para o país ao apontarem a realização de
'vistorias' para liberação das agências do INSS, que estão sendo
'feitas' apenas por gerentes da administração sem o mínimo de
competência técnica ou legal".
A
entidade afirma que não há segurança para o retorno dos
profissionais, assim como correm risco as pessoas que se dirigirem
aos postos. "A realidade evidenciada pelas vistorias da semana
passada mostraram que as agências da Previdência Social são, em
linhas gerais, verdadeiras bombas infectológicas e, a se manterem
assim, serão polos difusores de covid entre os segurados e nas
comunidades onde estes moram", argumenta.
O
presidente do INSS, Leonardo Rolim, afirmou quarta-feira (16) que a
perícia médica seria retomada em parte das agências a partir de
hoje. Segundo ele, das 508 agências que reabriram desde
segunda-feira em todo o país, 169 estão aptas para a perícia médica.
Ele
disse durante live da OAB-SP que estão sendo feitas inspeções
para avaliar se os consultórios das agências atendem aos
requisitos de segurança. "O trabalho que o INSS fez foi
garantir a segurança para todos. As agências que não atenderem
aos requisitos de segurança não abrem", afirmou Rolim.
Para
evitar aglomeração, as agências vão atender apenas segurados
agendados previamente e em horário reduzido, das 7h às 13h. Serão
priorizados os seguintes atendimentos: avaliação social,
cumprimento de exigência, justificação administrativa e reabilitação
profissional.
O
INSS foi procurado nesta quinta para explicar a falta dos peritos,
mas não retornou aos pedidos e ligações até o fechamento desta
reportagem.
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