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Os
dados foram registrados no período de 6 a 12 de setembro
Os
casos de covid-19 caíram 30% na semana epidemiológica 37 em relação
à semana anterior. Já as mortes registraram diminuição de 13% no
mesmo intervalo. Foi a primeira vez em que as duas curvas
apresentaram uma redução acima de 10% juntas desde o início da
pandemia.
A
evolução das curvas de diagnósticos e óbitos relacionados à
pandemia do novo coronavírus está no novo boletim epidemiológico
sobre a doença do Ministério da Saúde, apresentado em entrevista
coletiva hoje (17).
A
semana epidemiológica (SE) 37 compreende o intervalo de 6 a 12
de setembro. A SE é uma medida empregada por autoridades de saúde
para analisar o desenvolvimento de uma determinada epidemia.
Na
SE 37 foram contabilizados 192.687 novos registros de casos de covid-19.
Na semana anterior (SE 36), o número havia sido de 276.847. A média
diária nesta última semana epidemiológica foi de 27.527. A trajetória
cresceu e começou uma tendência de queda na SE 29, com uma leve
recuperação entre as SE 34 e 36 e agora uma baixa expressiva.
“O
Brasil vinha com platô e desde a 29ª semana epidemiológica começou
a ter uma tendência de queda. Tivemos um pico no Sul na
35ª semana, mas foi por registro dos novos casos. Quando houve
atualização dos casos, já se confirmou uma tendência de redução.
Da 36ª para a 37 tivemos redução bastante significativa de
30%”, destacou o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo de
Medeiros.

Já
as mortes nesta semana totalizaram 5.007. Na SE 36, o número havia
sido de 5.741. A média diária ficou em 715. “Quando analisamos
os óbitos, estávamos com um platô por volta da 23ª, por volta da
29ª já vinha mostrando uma queda gradativa e a 36ª e a 37ª uma
redução de 13%. Quando no platô tínhamos por volta de 7 mil,
tivemos agora 5 mil nesta última semana”, pontuou Arnaldo de
Medeiros.

Covid-19
nos estados
No
mapa de casos, pela primeira vez o boletim epidemiológico não
trouxe nenhum estado com aumento nos casos. Do total, 24 Unidades da
Federação tiveram redução, sendo as mais expressivas em Santa
Catarina (-79%) e Pernambuco (-43%). Permaneceram estáveis Piauí,
Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.
No
mapa de mortes, cinco estados apresentaram acréscimos nas taxas,
sendo as maiores em Pernambuco (48%) e Minas Gerais (12%). Um estado
ficou estabilizado (Rio Grande do Sul) e 21 Unidades da Federação
tiveram queda em seus índices, sendo as mais intensas as do
Amazonas (-77%) e Pará (-49%).
A
maioria dos casos continuou no interior (62%), enquanto a menor
parcela ocorreu nas regiões metropolitanas (38%). Já na comparação
entre os óbitos, 53% ocorrem nas localidades do interior e 47%, nos
grandes centros urbanos.

Testes
Até
o momento, foram distribuídos aos estados 6,6 milhões de reações
de testes laboratoriais (RT-PCR). Os laboratórios públicos
processaram 3,4 milhões de exames. A rede privada realizou 2,5
milhões de testes, totalizando 5,9 milhões. Já os testes rápidos
(sorológicos) totalizaram até agora 8 milhões.
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