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Dados da Secretaria Municipal da Saúde apontam queda no número de
infecções diárias entre julho até o dia 23 de setembro
Os
casos positivos da covid-19 estão em ritmo de desaceleração na
comparação da média diária registrada entre os meses de julho,
agosto e setembro, em Ribeirão Preto. Os dados são do boletim
epidemiológico da Secretaria Municipal da Saúde.

O
mês de julho, que pode ter sido o pico da doença, anotou 8.633
pessoas com resultado positivo, o que dá uma média de 278 infecções
por dia na cidade.
Já
em agosto, foram 6.172 casos registrados, com média diária de
199. Em setembro, até o dia 23, foram 3.011, o que dá média
de 130 pacientes com diagnóstico positivo por dia.
Sem
resultado
Há,
porém, outros 1.696 casos sob investigação na cidade. São
pacientes que tiveram os sintomas da doença, mas ainda não sabem
se foram ou não infectados pelo novo coronavírus.
Os
resultados desses exames, contudo, não têm prazo estipulado para
sair e podem, por exemplo, entrar na contagem de outubro.
Ribeirão
está com 26.077 casos positivos da covid-19 entre as 58.858
notificações para a doença, das quais 31.085 foram
descartadas. Até agora são 714 mortes em decorrência da doença
desde o início da pandemia.
Desaceleração
A
cardiologista Ana Paula Otaviano, médica assistente da UTI Covid do
HC (Hospital das Clínicas) de Ribeirão, explicou que os cuidados
tomados para o controle da transmissão do vírus apresentam
reflexos nos números em queda.
"A
gente acredita que todas as medidas de controle da doença são
eficazes e contribuem para essa desaceleração. Por isso é que nas
cidades que deixaram de tomar medidas de segurança e onde as
pessoas se descuidaram há um aumento de casos", disse.
Em
relação à imunidade de rebanho - quando uma parcela considerável
da população é contaminada e passa a carregar células de defesa
contra o vírus - a médica afirmou que ainda não há
estudos conclusivos sobre esse fator.
"Por
mais que tenhamos menos pacientes contaminados, infelizmente ainda não
podemos relaxar. Não há um tratamento específico para o vírus,
as vacinas ainda estão em fase de testes e Ribeirão tem uma ocupação
de leitos em torno de 66% com mais de 140 pessoas internadas em UTI,
o que são números bem expressivos", afirmou.
"A
gente sabe que o isolamento não é fácil. Mas, por mais cansados
que estejamos dessa situação, justamente por não termos nada de
definitivo ainda, temos de continuar nos cuidando, usando máscara,
fazendo higienização constante das mãos e evitar as aglomerações.
Não podemos afrouxar as medida de cuidado para que não ocorra uma
segunda onda como na Europa", alertou.
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