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CERCA DE 4,2 MILHÕES DE DOMICÍLIOS PASSARAM AGOSTO APENAS COM RENDA DO AUXÍLIO EMERGENCIAL, DIZ IPEA
  . REGIS1

    
Nordeste tem a maior proporção de domicílios que dependeram exclusivamente da renda extra. Levantamento aponta que entre os domicílios mais pobres do país, benefício do governo federal fez a renda domiciliar aumentar em 132%.
     
                               

  



Um estudo divulgado nesta terça-feira (29) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que, em agosto, cerca de 4,2 milhões de domicílios brasileiros tiveram como única fonte de renda o Auxílio Emergencial de R$ 600 do governo federal.

Segundo o levantamento, o Nordeste foi a região do país com a maior proporção de domicílio que contaram apenas com o benefício, sem qualquer outra fonte de renda. Nos estados do Piauí e Bahia, passou de 13% o total de famílias dependentes exclusivamente do auxílio.

Na comparação com julho, de modo geral, os trabalhadores receberam em agosto 89,4% dos rendimentos habituais (2,3 pontos percentuais acima de julho) – R$ 2.132 em média, contra uma renda habitual de R$ 2.384.

Já os trabalhadores do setor privado sem carteira assinada receberam 86,1% do habitual (contra 85% no mês anterior). Trabalhadores do setor privado com carteira e funcionários públicos continuaram a obter, em média, mais de 94% do rendimento habitual.

O Ipea destacou que a recuperação do nível de renda foi maior entre os trabalhadores por conta própria, que receberam em agosto 76% do que habitualmente recebiam, contra 72% em julho, alcançando rendimentos efetivos médios de R$ 1.486.

“Ainda que tenham recuperado parcela mais significativa da perda salarial devida à pandemia, os conta-própria continuam tendo um dos menores índices de renda efetiva”, enfatizou o estudo.

Ainda segundo o Ipea, grupos de trabalhadores que mais sofreram os impactos da pandemia também apresentaram recuperação da renda mensal em agosto. É o caso dos trabalhadores de atividades artísticas, esportivas e recreação, que tiveram aumento médio de 15% na renda.


   



  

29/09/2020 - G1
Foto:  Divulgação