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Mesmo sem finalizar os testes e ainda sem obter a aprovação final
da vacina chinesa, Governo de São Paulo assinou nesta quarta-feira
(30) o termo de compromisso para compra de 46 milhões de doses do
imunizante
O
governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que a vacina
contra o novo coronavírus (covid-19), a CoronaVac, deve começar a
ser aplicada no estado a partir de dezembro. Nesta quarta-feira
(30), o governo paulista assinou um termo de compromisso para o
fornecimento de 46 milhões de doses da vacina com o laboratório
SinoVac.
A
vacina está sendo testada em voluntários no Hospital das Clínicas
de Ribeirão Preto e em outros 11 centros de pesquisas espalhados
pelo País. Na região, Barretos também começará a testar doses
da Coronavac em voluntários.
A vacina, que está sendo desenvolvida em parceria com o Instituto
Butantan, está na fase final de testes. Se a Coronavac tiver
sucesso na última etapa dos testes, será solicitada a aprovação
emergencial do imunizante à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância
Sanitária).
Segundo o governo estadual, o objetivo é iniciar a campanha de
vacinação contra o coronavírus na segunda quinzena de dezembro,
com prioridade para profissionais de todas as unidades públicas e
privadas de saúde de São Paulo.
O termo de compromisso prevê que seja pago US$ 90 milhões ao
laboratório chinês. Além do fornecimento das vacinas, também é
previsto o fornecimento de tecnologia para a produção da Coronavac
no Brasil.
Até dezembro, a farmacêutica vai enviar 6 milhões de doses da
vacina já prontas, enquanto outras 40 milhões serão formuladas e
envasadas em São Paulo. Ainda há a previsão de que outras 14 milhões
de doses da vacina sejam fornecidas em fevereiro de 2021.
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