|
Segundo o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, a
consequência é uma demanda reprimida que ficará para o próximo
ano
Cerca
de 700 milhões de procedimentos ambulatoriais e hospitalares
deixaram de ser realizados nos primeiros oitos meses deste ano, com
o isolamento social por causa da pandemia
de coronavírus. Segundo o Conasems (Conselho Nacional de
Secretarias Municipais de Saúde), esse número pode chegar a 1 bilhão
de procedimentos adiados até o fim de dezembro.
A
consequência disso será uma demanda reprimida que ficará para o
próximo ano. "O que a covid nos trouxe também e que vai
deixar para próxima gestão é uma demanda reprimida altíssima de
procedimentos ambulatorias e hospitales", afirma Mauro
Junqueira, secretário-executivo do Conasems, que participou de
reunião, nesta segunda-feira (5), da comissão mista do Congresso
Nacional, que acompanha o enfrentamento à covid-19.
Ele
explica que só na área de atendimento oncológico, mais de 70% dos
procedimentos não foram realizados. Os municípios tiveram que
ampliar os leitos, redirecionar ações de enfrentamento à covid e
também de manutenção de assistência à saúde da população,
que num primeiro momento ficou em casa, se isolou, não procurou
assistência saúde, mas agora está retomando as atividades
gradativiamente.
"Comparando com
ano anterior, deixamos de fazer entre atendimentos ambulatoriais e
hospitalares 700 milhões de procedimentos desde o início do ano. Estamos
preocupados com essa demanda reprimida que vai ficar para a próxima
gestão", adverte Junqueira.
|