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Prevalência
de covid-19 é de 13,6% na capital paulista, indica estudo
A
prevalência de infectados pela covid-19 na cidade de São Paulo
chegou a 13,6% da população, ou seja, 1.614.274 residentes na
capital paulista já tiveram contato com o vírus e têm anticorpos,
de acordo com o resultado da fase 7 do inquérito sorológico feito
pela prefeitura e apresentado hoje (13).
O
inquérito começou a ser feito em junho e partiu da fase zero, na
qual a prevalência era de 9,5%. Na fase 1, esse percentual foi de
9,8%; na fase 2, de 11,1%; na fase 3, 10,9%; na fase 4,
11%; na fase 5, 13,9 %; na fase 6, 11,9%.
Nesta
fase foram entrevistados e testados moradores de domicílios com
base nos dados de IPTUs, hidrômetros e de 472 unidades básicas de
saúde e feitas 2.016 coletas de material para exame. Com esses
dados, a prefeitura paulistana pretende conhecer a situação sorológica
da população da cidade e direcionar as estratégias de saúde para
combater de maneira mais eficiente a covid-19.
Entre
todas as etapas da análise, o destaque ficou para a fase 5 na qual
a prevalência registrada foi de 13,9%, com 1.994.102 já infectadas
pela covid-19. “O pico da fase 5 coincidiu com a introdução e
consolidação da flexibilização na fase amarela do Plano São
Paulo em 24 de julho. Tivemos a maior prevalência nas regiões
chamadas dormitórios, na zona leste, com 19,6% e zona sul, com
19,6%”, disse o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido.
Segundo
o inquérito sorológico, a análise das oito fases mostra que a
partir da fase 3 há maior prevalência em jovens e adultos até 49
anos e na fase 7 na faixa de 35 a 49 anos. O estudo mostra ainda a
consolidação de uma relação inversa entre a prevalência e a
escolaridade e aponta que a infecção entre os indivíduos pretos e
pardos foi o dobro da registrada nos brancos nas fases 4 e 7.
Os
dados sugerem maior risco de contrair a doença nas classes D e E,
sendo de duas a seis vezes maior do que entre as classes A e B. Além
disso, casas com um ou dois moradores indicaram menos infecção do
que casas com cinco ou mais pessoas.
O
inquérito mostra ainda que, em todas as fases (com exceção da 3),
a prevalência em pessoas que não aderiram ao isolamento social foi
maior de uma a três vezes. Já o teletrabalho protege de duas a
quatro vezes mais o indivíduo de contrair a doença.
De
acordo com as informações desta fase do estudo, a prevalência de
covid-19 foi menor nos locais onde o Índice de Desenvolvimento
Humano (IDH) é mais alto, com diferenças significativas na comparação
às faixas de IDH intermediário e baixo nas fases 2, 3, 6 e 7. As
estimativas de prevalência nas faixas de IDH mais alto oscilam
entre 3% e 9,5%.
A
proporção de assintomáticos, aqueles que não se queixaram de
sintomas gripais desde o início de março, ficou entre 31,1% e
43,7%.
Escolares
De
acordo com o inquérito sorológico feito entre alunos da rede de
ensino municipal, estadual e privada da cidade de São Paulo, a fase
4 indica que a prevalência de alunos que já contraíram covid-19 e
tem anticorpos para a doença é de 16,0%, chegando a 236.841 mil
alunos. Na rede municipal essa taxa é de 17,6%, na rede estadual
15,4% e nas escolas particulares é de 12,6%.
Quando
se analisam as 4 fases conjuntamente, o estudo mostrou que a taxa de
crianças assintomáticas variou de 64,4% a 69,5%; que a prevalência
maior é entre alunos de cor preta e parda, variando de 17,6% a 20%.
Entre as classes sociais, predominam os indivíduos das classes D, E
e C além de alunos da rede pública que vivem com algum adulto
acima de 60 anos (de 26,0% a 29,6%). A adesão ao distanciamento
social permaneceu elevada em todas as fases (98,2%) e o uso de máscara
foi apontado em 93%.
Segundo
o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, os resultados indicam taxas
decrescentes na capital paulista, mas continuam acentuando a
desigualdade social quando mostram que a doença afeta mais a população
pobre, com presença maior nos bairros de menor Índice de
Desenvolvimento Humano (IDH), os pretos e pardos e os menos
escolarizados.
“Vamos
continuar na atuação segmentada com foco nos distritos de maior
incidência. Estamos trabalhando na questão do retorno às aulas e,
na quinta-feira da próxima semana, teremos o resultado da primeira
fase do censo com todos os professores e alunos da rede municipal
para decidirmos sobre a volta a partir do dia 3 de novembro,
já que desde do dia 7 foram liberadas as atividades
extracurriculares”.
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