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Voluntários vacinados em Ribeirão Preto não apresentaram reações
adversas, segundo coordenador da pesquisa
O comitê que avalia a eficácia e a segurança da vacina contra o
novo coronavírus (covid-19), a CoronaVac, testada em Ribeirão
Preto, aprovou a segurança da substância. Os testes estão sendo
realizados em 16 centros de pesquisa em todo o País, incluindo o
HC-RP (Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto).
A
terceira e última fase do trabalho no HC-RP começou em julho e,
segundo os pesquisadores, ninguém apresentou reações adversas. A
notificação informa que o imunizante desenvolvido pelo laboratório
chinês Sinovac e pelo Instituto Butantan não apresenta riscos para
os voluntários.
"É uma informação importante. Nós temos visto alguns
problemas de segurança para outras vacina para o coronavírus. É
normal no desenvolvimento de um produto novo, nós sabemos
disso", declarou o médico Eduardo Coelho, coordenador do
estudo em Ribeirão Preto.
A pesquisa para avaliar a eficácia da vacina deve continuar por
mais um ano. Mesmo assim, o Governo de São Paulo espera que a
Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprove o
composto até dezembro de 2020, quando está previsto o início da
campanha de vacinação.
No final de setembro, o governo estadual assinou um compromisso para
a compra de 46 milhões de doses da vacina por US$ 90 milhões. Além
disso, ficou acordado a transferência de tecnologia para produzir a
vacina no Brasil.
Na quarta-feira (14), o governador João Doria (PSDB) informou que
nesta sexta seria concluída a análise dos estudos. Os dados devem
ser apresentados na próxima segunda-feira (19) pelo diretor do
Instituto Butantan, Dimas Covas
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