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Previsão é que pedido de uso emergencial da vacina seja feito na
quinta-feira (7) pelo Butantan e até sexta-feira (8) pela Fiocruz
A
Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tem reunião técnica,
nesta quarta-feira (6), às 14h30, com o Instituto Butantan. O conteúdo
não foi divulgado pela agência. A previsão é que o Instituto
Butantan solicite uso emergencial da CoronaVac na quinta-feira (7) e
a Fiocruz até sexta-feira (8). Não há previsão de reunião com a
Fiocruz agendada para esta quarta-feira até o momento, informou a
Anvisa.
Uma
outra reunião está agendada para quinta-feira (7), "para
tratar da eficácia da vacina e da submissão do pedido de
registro", segundo o Butantan. "A expectativa é que os
resultados de eficácia sejam divulgados na quinta-feira",
afirmou o instituto, por meio de nota.
Depois
de realizado o pedido de uso emergencial, a
Anvisa terá 10 dias para autorizar o início da imunização no país. Não
há data confirmada para início do plano nacional de imunização
contra a covid-19, conforme divulgado pelo Ministério da Saúde na
segunda-feira (4). Mas a pasta informou, por meio de nota, que
trabalha “com três margens temporais”. O início da vacinação
na “melhor hipótese” seria em 20 de janeiro, "hipótese
intermediária" entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro" e
"hipótese mais tardia" em 10 de fevereiro.
A
vacina de Oxford é a principal aposta do governo brasileiro, que
tem acordo de compra e transferência de tecnologia com a
AstraZeneca, farmacêutica sueca que desenvolve a vacina junto à
Universidade de Oxford. Para iniciar a imunização no país ainda
este mês, a Fiocruz depende da importação de vacinas prontas
fabricadas no Instituto Serum, na Índia.
A
fundação já tem autorização da Anvisa para a importação de 2
milhões de doses, mas havia um impasse em relação ao Serum, que
tinha anunciado que priorizaria doses para seu próprio país, só
disponibilizando vacinas a partir de março. No entanto, na terça-feira
(4), o instituto divulgou que vai atender às demandas globais por
vacina, abrindo caminho para a importação da Fiocruz. O impasse
adiou a previsão de pedido de solicitação de uso emergencial da
Fiocruz desta quarta-feira (6) para sexta-feira (8).
Por
outro lado, o Butantan já conta com as doses da CoronaVac disponíveis
para aplicação, prevista para ter início em 25 de janeiro,
conforme divulgado pelo governo do Estado. Há 8 milhões de doses
em território nacional, segundo anunciado pelo governador de São
Paulo, João Doria (PSDB), em entrevista coletiva à imprensa em
dezembro. O governo tem acordo com a Sinovac, empresa chinesa que
desenvolve a CoronaVac, para transferência de tecnologia para o
Instituto Butantan.
Embora
o governo federal ainda não tenha data confirmada de início da
imunização, o primeiro grupo a ser vacinado já foi definido. São
idosos a partir dos 75 anos, profissionais de saúde, idosos com 60
anos ou mais que vivam em instituições, indígenas, quilombolas e
comunidades tradicionais ribeirinhas. Já no planejamento do governo
de São Paulo, os primeiros serão profissionais de saúde, indígenas
e quilombolas. Idosos só começarão a ser vacinados a partir de 8
de fevereiro.
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