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Estudo mostra mais eficácia contra variantes com vacinação
completa
No Brasil, cerca de 8,5 milhões de pessoas estão atrasadas para
tomar a segunda dose de imunizantes contra a covid-19, revela
levantamento feito pelo Ministério da Saúde, que alerta para os
riscos das pessoas não completarem o ciclo vacinal.
Conforme
os dados mais recentes do painel de vacinação do ministério, 53,2
milhões de pessoas tomaram a segunda dose. O número de atrasados
corresponde a 16% dos brasileiros que completaram o ciclo.
Na
avaliação por estados, os que têm mais pessoas em atraso são, na
ordem, São Paulo, com 1,69 milhão; Rio de Janeiro, com 1,06
milhão; e Minas Gerais, com 1,02 milhão.
Especialistas
e autoridades do setor de saúde consideram fundamental a conclusão
do ciclo vacinal, uma vez que apenas a primeira dose de imunizante não
garante proteção adequada contra o vírus, especialmente com a
disseminação da variante Delta.
Um
estudo de feito por instituições de pesquisa e universidades
inglesas, publicado no periódico científico New England
Journal of Medicine no dia 12 deste mês, trata da eficácia de
vacinas contra as variantes Alfa e Delta. Segundo a publicação, a
eficácia da vacina da AstraZeneca na variante Alfa foi de 48,7% com
a primeira dose e de 74,5%. com a segunda. Já, quando analisada a
dinâmica do imunizante com a variante Delta, a eficácia foi de 30%
com a primeira dose e de 67%, com a segunda.
Para
a vacina da Pfizer/BioNTech, os índices de eficácia para a
variante Alfa foram de 47,5% na primeira dose e de 93,7%, com a
segunda. Nos casos de infecção com a variante Delta, os
percentuais atingiram 35,6% com a primeira dose e 88%, com a
segunda.
“Diferenças
absolutas na eficácia das vacinas foram mais marcadas após a
primeira dose. Essa conclusão vai ao encontro dos esforços para
maximizar o avanço da vacinação com duas doses entre populações
vulneráveis”, concluem os autores do estudo.
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