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Ribeirão
Preto aplicou 58 mil vacinas de lotes suspensos de forma cautelar
pela agência reguladora
A
Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou,
nesta quarta-feira (22), o recolhimento dos lotes da vacina
Coronavac que foram interditados de forma cautelar no início do mês
de setembro.
Segundo o Ministério da Saúde, a decisão foi tomada após a
constatação de que os dados apresentados pelo laboratório chinês
Sinovac, parceiro do Instituto Butantan, não comprovam a realização
do envase da vacinaem condições satisfatórias de Boas Práticas
de Fabricação.
Ribeirão
Preto utilizou vacinas de dois lotes suspensos da Coronavac.
As
vacinas referentes aos lotes J202106031 e H202106042 foram recebidos
entre julho e agosto.
Segundo
a prefeitura, foram aplicadas 58 mil doses na população entre as
65,4 mil vacinas destes lotes enviados pelo Governo de São Paulo. O
restante ficou em estoque na Central de Vacinas.
No
início do mês, a prefeitura informou que aguardava orientações
do do governo estadual e do Ministério da Saúde para
acompanhar as pessoas vacinadas com esses lotes.
Ainda
conforme o mistério, caberá aos importadores a adoção de todos
os procedimentos para o recolhimento das unidades restantes e
remanescentes de todos os lotes interditados.
Apesar
da medida, a Coronavac permanece autorizada no país.
CONFIRA
A LISTA DE LOTES INTERDITADOS
Lotes já distribuidos (12.113.934 doses):
IB: 202107101H, 202107102H, 202107103H, 202107104H, 202108108H,
202108109H, 202108110H, 202108111H, 202108112H, 202108113H,
202108114H, 202108115H, 202108116H e L202106038;
SES/SP: J202106025, J202106029, J202106030, J202106031, J202106032,
J202106033, H202106042, H202106043, H202107044, J202106039,
L202106048;
Lotes em tramitação de envio ao Brasil (9 milhões de doses):
IB: 202108116H, 202108117H, 202108125H, 202108126H, 202108127H,
202108128H, 202108129H, 202108168H, 202108169H, 202108170H,
2021081701K, 202108130H, 202108131H, 202108171K, 202108132H,
202108133H, 202108134H. |
Doses
serão recolhidas, diz Estado
A
Secretaria Estadual da Saúde informou, por meio de nota de
imprensa, que enviou ofício nesta terça-feira (21) aos municípios
para que as doses de lotes interditados da Coronavac fossem
recolhidas.
As
vacinas devem ser encaminhadas aos Grupos de Vigilância Epidemiológica
até sexta-feira (24).
"A
pasta estadual também já havia orientado as prefeituras no início
de setembro que os lotes não aplicados fossem reservados e
armazenados, mantendo-os em quarentena na temperatura
adequada", disse a nota.
O
Instituto Butantan informou, também por meio de nota, que as
primeiras 1,8 milhão de doses distribuídas para o Programa
Nacional de Imunizações (PNI) já foram substituídas por vacinas
produzidas pelo Butantan com matéria-prima da fábrica na China,
certificada previamente pela Anvisa, e que não houve prejuízo ao
calendário de vacinação estipulado pelo Ministério da Saúde.
"O
instituto reafirma que a vacina foi analisada pelo rigoroso controle
de qualidade do Butantan e não há qualquer indício de desvio de
qualidade nos lotes da Coronavac. Esclarecemos, ainda, que a medida
cautelar estipulada pela Anvisa atinge, exclusivamente, as 12 milhões
de doses que foram envasadas em uma planta específica da biofarmacêutica
chinesa Sinovac, não tendo impacto em qualquer outro lote,
especialmente os fabricados no Brasil", afirmou o Butantan.
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