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Ministro Queiroga falou sobre o assunto ao chegar ao ministério
O
ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse hoje (5) que
um novo contrato do governo federal com o Instituto Butantan, para
aquisição de vacinas contra a covid-19, dependendo de registro
definitivo do imunizante pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa).
Queiroga
retornou ao trabalho na sede do Ministério da Saúde nesta terça-feira, após
retornar de Nova York, nos Estados Unidos, onde cumpria
isolamento por ter contraído covid-19.
Atualmente,
quatro vacinas são oferecidas à população pelo Programa Nacional
de Imunizações (PNI): a Pfizer/BioNTech e a Oxford/AstraZeneca,
que já têm registro definitivo na Anvisa; e a
Janssen/Johnson&Johnson e a CoronaVac, que têm autorização
apenas para uso emergencial.
Em
janeiro, o governo federal assinou contrato com o Instituto Butantan
para aquisição
de 100 milhões de doses da CoronaVac, que foi finalizado
no mês passado.
“Tínhamos
uma emergência sanitária, essas vacinas foram feitas em tempo
recorde e a Anvisa deu registro emergencial, não só à CoronaVac,
à Janssen também. Se quer entrar no calendário nacional vai ter que
solicitar o registro definitivo”, disse. “Uma vez a Anvisa
concedendo o registro definitivo, o Minsitério da Saúde considera
essa ou qualquer outra vacina para fazer parte do PNI”, disse em
entrevista a jornalistas na entrada do ministério.
Para
Queiroga, quanto mais oferta de imunizantes, melhor para estimular a
queda dos preços. “Se o preço cai é melhor porque consigo usar
esse recursos, por exemplo, para atender pessoas que têm síndrome
pós-covid. Também preciso manter leitos de UTI habilitados para
2022. Temos dificuldades orçamentárias, não é surpresa para
ninguém, e temos que vencer juntos”, disse, destacando a
interlocução do governo com o Congresso Nacional.
Campanha
2022
De
acordo com o ministro, o corpo técnico do Ministério da Saúde já
está em fase de planejamento da campanha de vacinação contra a
covid-19 em 2022, mas ainda sem posições definidas. Segundo ele,
até o final do ano, o Brasil ainda deve receber 100 milhões de
doses da Pfizer, cerca de 30 milhões da Janssen, além de doses do
consórcio Covax Facility, da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Para Queiroga, não há dúvida que a campanha de vacinação contribui
para um cenário epidemiológico mais tranquilo, com redução de
internações hospitalares e de óbitos por covid-19. “Temos queda
no número de óbitos de maneira sustentada, apesar de aumento de
casos, que se deve à maior abertura que tem da economia, mas isso não
tem correspondido em aumento expressivo de internações”, disse.
Até
o momento, o governo federal já distribuiu mais de 301 milhões de
doses de vacina contra a covid-19. Dessas, 242,7 milhões foram
aplicadas, sendo 147,9 milhões em primeira dose e 94,7 milhões em segunda dose
ou dose única. Mais de 1,3 milhão foram doses de reforço para
idosos, pessoas imunossuprimidas e profissionais de saúde.
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