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Infogripe
destaca que nível estável estende-se por todas as idades
A
incidência de casos e óbitos causados por síndrome respiratória
aguda grave (SRAG) manteve-se estável na semana encerrada em 16 de
outubro, diz o boletim InfoGripe, divulgado hoje (20) pela Fundação
Oswaldo Cruz.
De acordo com o boletim, o cenário atual aponta para indícios de
estabilidade na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) e
de crescimento leve na tendência de curto prazo (últimas três
semanas), o que ainda é considerado compatível com um quadro geral
de estabilidade.
Os casos da síndrome são acompanhados por pesquisadores como um
dos parâmetros para monitorar a pandemia de covid-19, já que o
SARS-CoV-2 foi o responsável por 96,6% dos 673 mil casos de SRAG
causados por vírus em 2021 e por 98,8% dos 413 mil que foram
registrados em 2020.
Na análise desta semana, a Fiocruz mostra que o cenário de
estabilidade para a SRAG estende-se por todas as faixas etárias.
Apesar disso, o boletim destaca que, entre as crianças com até 9
anos, o patamar que se mantém é semelhante ao do pico de 2020,
entre 1 mil e 1,2 mil casos semanais. Já para as outras faixas etárias,
o patamar é o menor desde o início da pandemia. Enquanto
a covid-19 está associada à maior parte dos casos de SRAG entre
adultos, na faixa etária até 9 anos, a presença do Vírus
Sincicial Respiratório (VSR) é superior à do SARS-CoV-2.
Para o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, é fundamental
acompanhar a evolução de casos entre a população de crianças,
adolescentes e idosos para monitorar a tendência do nível de
transmissão comunitária, já que houve um avanço na cobertura
vacinal de adultos e jovens adultos. Gomes avalia que apesar do
cenário de estabilidade, o crescimento leve no curto prazo aponta a
necessidade de cautela e acompanhamento adequado do impacto das
medidas de flexibilização.
Das 27 unidades federativas, apenas nove apresentam sinal de
crescimento na tendência de longo prazo: Alagoas, Amapá,
Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa
Catarina, Sergipe e Tocantins. Como tal crescimento é recente, ele
ainda é considerado compatível com uma oscilação dentro da
estabilidade, avalia o boletim.
Em 11 estados e no Distrito Federal, a pesquisa mostra que há tendência
de queda na análise das últimas seis semanas (longo prazo): Acre,
Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais,
Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia e São Paulo.
A pesquisa também mostra o nível de transmissão comunitária nas
capitais, estando a maioria delas ainda em macrorregiões de saúde
em que esse patamar é considerado alto: Aracaju, Belém, Boa Vista,
Campo Grande, Cuiabá, Fortaleza, João Pessoa, Macapá, Maceió,
Manaus, Natal, Palmas, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, Rio de
Janeiro, Salvador, Teresina e Vitória.
Para Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Goiânia e
São Paulo, o nível de transmissão comunitária do SARS-CoV-2 é
considerado muito alto e, segundo a pesquisa, nenhuma capital
apresenta transmissão em nível extremamente alto.
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